
Em meados de 1970, Toninho Cury - hoje renomado fotógrafo internacional - era um adolescente colegial com o sonho e a ilusão de fazer música, formou então um grupo chamado "The Cats". O que ele não imaginava, era que esse sonho poderia dar início a uma história de tanto amor e sucesso. E foi o que aconteceu 1971 - O até então "The Cats", toma maiores proporções e surge o nome: Grupo Apocalipse, com a sua 1ª. Formação: Toninho Cury - bateria; Pedrão - teclados; Alceu - contra-baixo; Crepaldi - guitarra e Valdomiro Lopes (hoje deputado estadual) - guitarra. Formação esta que durou apenas 1 ano. Em 1972 saíram: Crepaldi, Valdomiro e Pedrão, dando lugares a: Luís Camim (in memorian) - teclados; Álvaro Cecato - guitarra e, enfim, Marquinho Santos - guitarra.
No dia 02 de Junho de 1974, o Grupo Apocalipse conseguiu um feito até então inédito em São José do Rio Preto: Duas sessões com show de rock, no Teatro Municipal da cidade, com a lotação máxima nas duas apresentações! Mas estes foram, também, shows de despedida. À partir de 03 de Junho de 1974, os membros do grupo tomaram rumos diferentes, sendo que apenas dois dos integrantes continuaram trabalhando com música.
São eles: Luís Camim e Marquinho Santos.
SEM A APOCALIPSE
Com o "fim" do Grupo Apocalipse, Marquinho teve a oportunidade de trabalhar em outros grupos, também muito tradicionais em Rio Preto naquela época. Entre eles: "The Five Kings", " Os Moogs", "Original Stilo Som" e foi também líder do grupo musical do tradicionalíssimo Harmonia Clube de Rio Preto. Neste grupo, Marquinho era o responsável pelos arranjos e vocais, também tocava contra-baixo e piano. Dividia palco com William Bassit - bateria; Taninha - vocal; novamente Luís Camim - órgão e, à partir de 01/01/1976, Rui Buares - contra-baixo.
O RETORNO
Em Janeiro de 1976, Toninho Cury quis reestabelecer o Apocalipse. Foi quando procurou Marquinho Santos e Rui Buares, para que se unissem em uma nova proposta: shows com músicas próprias. A proposta foi mantida, e entre ensaios e composições, mais de 10 músicas foram feitas. A primeira apresentação do novo grupo foi feita em São José do Rio Preto, novamente no Teatro Municipal, com 2 apresentações: dias 05 e 06 de Junho de 1976.
Resultado: Lotação máxima nos dois shows.
Porém, aquilo que deveria ser um novo início de um caminho concreto, reverteu -se em um inexplicável final precoce. Toninho Cury (até então dono dos equipamentos e do nome"Apocalipse") decidiu suspender tudo, sepultando ali sonhos e ilusões. Foi então que Marquinho Santos (que sempre vestira a camisa do grupo), resolveu abraçar o nome Apocalipse, e nele investiu todas as suas ilusões e esperanças. Sendo assim, o que era para ser o fim, foi a mola propulsora para que Marquinhos se motivasse a adquirir os equipamentos necessários e montasse a, agora, Banda Apocalipse, pois em Outubro de 1976, Toninho Cury autorizou - lhe o uso do nome, dizendo a seguinte frase: "Só lhe peço para que sempre enalteça esse nome, para que nunca o Apocalipse caia". Com certeza, Marquinhos ouviu bem esta frase.
A NOVA APOCALIPSE
De Julho de 1976 à Abril de 1977, Marquinhos se empenhou em busca do alicerce financeiro para montar a banda: além de continuar trabalhando no grupo musical do Harmonia Clube até Março de 1977, deu também muitas aulas de violão. Com estes trabalhos, comprou instrumentos, equipamentos de som e também uma Perua Kombi e um Furgão F-350.
Observa-se que o novo Apocalipse começava uma rota que se mantém até os dias de hoje, de elementos de vanguarda, pois as duas conduções descritas há pouco, contrastavam com o padrão normal da época: enquanto todos os grupos da época viajavam com Peruas Kombi - com músicos dividindo espaço com equipamentos - o novo Apocalipse usava a Perua Kombi - para transportar músicos "confortavelmente" e o Furgão F-350 para o transporte de equipamentos.
A reestréia no mercado de bailes aconteceu em 09 de Abril de 1977 - Sábado de Aleluia - na cidade de Ituiutaba - MG, no Ipê Country Clube. A nova formação era: Luís Sonera - teclado; Barufi - bateria; Sebastião Valadares - sax; Rui Buares - contra baixo e vocal; Marquinho Santos - guitarra e vocal e Betinho Brito (Boate Bloom) - vocal. Esta formação teve uma importante modificação em Outubro de 1977: saiu Luís Sonera, tecladista e entrou em seu lugar Vanderley Tedeski (músico com grande experiência, renomado swing e ex-proprietário de uma banda rio-pretense que existiu de 1972-1975, chamada "Super Sound Six").
A inclusão de Tedeski trouxe novos horizontes musicais ao Apocalipse, que foi somado com a vinda do exímio baterista Willian Bassit em Março de 1979, saindo do grupo: Euclides Barufi. No final da década de 70, o Apocalipse se fortalecia em musicalidade e experiência, criando vetentes inexploradas pela banda, até então.
Isso se acentuou quando,ainda em 1979, o percussionista Clodoaldo Canizza se integrou ao grupo, incorporando, ainda mais, a qualidade técnico-musical da banda.
Passos seguintes rumo à indiscutível sina de busca de qualidade foram dados em Abril de 1981, quando Sebastião Valadares (sax), que havia deixado a banda anteriormente, deu espaço para José Monteiro - sax/flauta e na seqüência, Del - trumpete e Berto - vocal.
Para que se possa ter uma idéia da qualidade, posteriormente, Clodoaldo Canizza desligou-se da Banda para trabalhar com Placa Luminosa e César Camargo Mariano, depois com a cantora Simone, Chitãozinho e Xororó e por último, o cantor Fábio Jr. A dupla de metais, Del e Monteiro, também se desligaram da Banda para integrarem o grupo Paralamas do Sucesso, onde estão até hoje. Contudo, é fácil concluir que esta fase foi marcada pela excelente qualidade musical.
TRANSFORMAÇÔES
Em meados de 1983, já sem os metais Del e Monteiro e sem o percussionista Clodoaldo Canizza, substituído pelo também insubstituível percussionista Carlão, a banda abriu espaço para sua 1ª. figura feminina, sendo contratada a cantora Paulete.
Nesta época, freqüentava os bailes da Banda Apocalipse (sempre com um gravador embaixo do braço), o baterista e técnico de som Luizinho Ribeiro, até que por sua capacidade e bom gosto musical, foi contratado como técnico de som da mesa de P.A. (som para o público).
Baterista que era, portanto músico absoluto, decorou e aprendeu todo o repertório da banda com facilidade.
Em 1984, o então baterista William Bassit, foi impedido, por ordem médica, de continuar exercendo a profissão e de uma semana para outra teve que abandonar a banda, sendo imediatamente substituído por Luizinho Ribeiro. O som, voltou a ser regulado por Marquinho Santos, que o fazia desde os tempos do " Grupo Apocalipse" de Toninho Cury.
Ainda em 1984, o tecladista Vanderlei Tedeski decide "pendurar as chuteiras", fruto do choque entre os teclados inteligentes, multi-timbrais, com sistemas Midi e operações digitalizadas e a fera artesanal de forte auto-crítica que era Tedeski. Assumiu em seu lugar, Pojito Angelotte - irmão de Marquinhos - com curso de piano completo aos 20 anos de idade (fato inédito naquela época, pois os "tecladistas" daquele tempo, sequer conheciam técnicas de piano). Pojito trouxe uma mentalidade moderna, nova e atual, iniciando assim com Luizinho Ribeiro - bateria; Marquinho Santos - guitarra; Rui Buares - contra-baixo; Paulete e Berto - vocais, uma nova etapa da Banda.
A CHEGADA DA MODERNIDADE
Em 1985, quando entravam os DX-7s, os JX-8Ps - que eram teclados de última geração, assim como as primeiras baterias digitais - o saxofonista Ricardo Vendramini (Polozi), chegava para se unir ao grupo. Naquele ano, a banda viajava em um ônibus Scania, onde músicos, equipe técnica e equipamento dividiam o espaço.
Ainda embalados com os movimentos políticos que marcaram os anos 80, surgia nessa geração uma nacionalidade musical, até então banida pela mídia aos ouvidos do povo. Uma após a outra, as bandas nacionais iam saindo do anonimato, de suas garagens e porões, e " mostrando ao Brasil a sua cara" - tal qual os versos de Cazuza - que retrataram o momento de autenticidade que a música brasileira, através do rock nacional, vivia.
EXPANDINDO O MERCADO
O Brasil passava por um bom período, havia empregos, dinheiro e acima de tudo: alegria nas pessoas. Aí entravam as bandas de bailes, essa situação refletia diretamente no mercado de bailes, mercado este que aumentou muito nesta época - os bailes se multiplicavam na agenda da Banda Apocalipse.
E aumentaram de tal forma, que Marquinho resolveu então ampliar seus negócios. Foi criada a Banda Light - uma banda formada por músicos rio-pretenses de altíssima qualidade, como sua primeira formação: Moisés Moreira (teclados), João Pazini (baixo), Zé Augusto Alves (bateria), Rubens Buares (guitarra), Priscila (cantora), Aparecida (cantora) e Edson (cantor).
A Banda Light, que foi fundada em 1985, veio à desintegrar-se em Fevereiro de 1989.
Foi também em 1986, que a banda Apocalipse começou a fazer o Carnaval do Palestra Esporte Clube, de São José do Rio Preto, onde alcançou uma marca invejável: Animação de todos os Carnavais de 1986 até 2001 com louvor, estando fora somente no ano de 1995, quando abrilhantaram o Carnaval do Clube Recreativa de Ribeirão Preto - SP.
APOCALIPSE NA TV
A Banda Apocalipse continuou colhendo bons frutos em 1986 e 1987, foi quando adquiriu um micro-ônibus, passando assim a viajar com dois ônibus. 1988 foi um ano difícil para o mercado da diversão, um ano de retração econômica no país todo. Com as vendas em baixa, Marquinho percebeu que precisava aplicar na área de marketing da banda, foi quando um empresário desconhecido até então no meio musical apareceu. Seu nome era Valverde, e ele foi peça chave no contato entre Sandra de Sá e Biafra com a Banda Apocalipse , que à partir de então acompanharia os astros em seus shows.
Biafra esteve em Rio Preto ensaiando por uma semana. Sandra de Sá não pôde vir, mas foi o suficiente para que a banda montasse as músicas que compunham o show. Ensaios terminados, começou a "turnê". Entre outros shows, alguns foram marcantes como as apresentações na TV Gazeta, na TV Cultura (Programa Bambalalão e Festa Baile com Agnaldo Rayol), também um show em Caxias - RJ, e sem dúvida a mais importante foi no Programa "Globo de Ouro" da TV Globo, sendo a única banda a se apresentar na Rede Globo, sem que esta não fosse sua contratada. Uma vitória.
TEMPO DE MUDANÇAS
Já em 1989, os tempos começaram a melhorar. Muitas mudanças aconteceram na Banda Apocalipse: Saíram a cantora Paulete, o cantor Berto, o saxofonista Ricardo Vendramini e também o baterista Luizinho Ribeiro.
A Banda deixou também o estilo "Pop Rock" que havia adotado, para iniciar um estilo que se mantém até hoje: totalmente full-range - descobrindo na versatilidade musical a sua força real.
Vieram fazer parte da banda: Juliana Reale - cantora iniciante na época, cuja maior fonte de inspiração era Whitney Houston; também a cantora Sandra Brito, conhecida por seu timbre de voz, considerado o melhor e mais belo já conhecido em Rio Preto e também por sua experiência em bailes desde 1968, tendo feito parte do antológico grupo "Vox VI". Veio também um cantor chamado Tadeu - que juntou-se ao cantor já integrante, Borginho - além do baterista Luís (de São Paulo) e do tecladista Clemente (de Bauru).
Era uma ótima formação, porém devido à mudança de estilo e também do público alvo, a banda iniciou um período de instabilidade musical que durou alguns anos.
A CHEGADA DOS BAILARINOS
Ainda em 89, o cenário musical teve uma explosão mundial, um ritmo latino e bem dançante chamado lambada. Sua introdução no repertório da banda foi inevitável, assim como a contratação da principal característica deste ritmo: Bailarinos. Ana Lúcia Lima, Fabinho Porto e Welber de Souza foram os primeiros bailarinos da Banda Apocalipse e mais ainda: A primeira banda de bailes do Brasil a efetivar bailarinos como integrantes de sua equipe foi a Banda Apocalipse in Concert. E com os novos ritmos afros da Bahia aparecendo (Olodum, Timbalada, Daniela Mercury...), o ballet foi se tornando mais ainda uma realidade na banda.
DÉCADA DE 90
Em 1990, o baixista Rui Buares deixou a banda. Um fato marcante foi a perda muito sentida do cantor Borginho, que faleceu em um acidente de moto. À partir daí, muitos músicos passaram pelo palco "apocalíptico", inclusive Tony Martins (cantor) e Kléber (baixista), que hoje formam a dupla conhecida "Tony e Kléber". Em 1991, a cantora Sandra Brito se desligou da banda, entrando em seu lugar Fabiana Colturato.
Em 1993, entra para a banda como único cantor o jovem talento Emerson, que provocou um frisson entre um público jovem lembrado até hoje, e também trouxe sangue novo à banda com suas performances mirabolantes no pop rock "À La Axl Rose". Ele permanece até 1995, quando saiu também a cantora Juliana Reale - agora experiente e segura - indo trabalhar em uma grande banda paulista chamada "Dimensão 5".
Ainda em 1995, voltam a fazer parte da banda o baixista Rui Buares e o baterista Luizinho Ribeiro, onde se estabelece então uma nova formação: Rui Buares (baixo), Luizinho Ribeiro (bateria), Marquinho Santos (guitarra), Fred (teclados), Fabiana Colturato (cantora), Michele Furlan (cantora - jovem talento de Tanabí, de um talento ímpar), Alex Sanz (cantor - jovem talento descoberto em uma banda de Cedral) e Tony Martins (cantor - dupla Tony e Kléber). O grupo de bailarinos também se consolidava, e agora eram em cinco integrantes.
Foi aí, que a Banda Apocalipse incontestavelmente se definiu pelo estilo de grandes performances através de vocais e interpretações de grandes clássicos da música. Também em 95 foi implantada a primeira versão do "Túnel do Tempo", revista musical exclusiva de nossa criação que traz sucessos dos anos 30 até os de atualmente.
Em Agosto de 1996, deixaram a banda: a cantora Michele Furlan (para integrar a banda Sant'anna de SP) e também Alex Sanz (para integrar a Banda Santa Maria de SP). Substituindo Alex, chegou o cantor Leandro.
O ano de 1996 foi marcante para a Banda Apocalipse. Durante a campanha das eleições municipais, em menos de dois meses, a banda conseguiu levar um candidato à prefeito de inexpressiva aceitação à vitória incontestável na grande maioria das urnas - uma marca pouco lembrada pelos políticos mais tarde, porém de forte lembrança popular.
Em 1997, deixava a banda o cantor Tony Martins, entrando o cantor Joel Pedroso - ícone musical rio-pretense, pessoa de um talento e carisma incontestável. Neste ano entraram na banda também: o saxofonista Ricardo Telles e a cantora Karina Ríssoli - integrantes até hoje da Banda Apocalipse.
Em 1998, sai o cantor Leandro e entra o cantor de talento imensurável Serginho Bouhid (também na formação atual), já com experiência em bailes, tendo passado por várias bandas, inclusive uma grande banda chamada "Fascinação".
NOS ANOS 2000.
Muitos nomes de músicos excelentes continuaram a passar pela Apocalipse: Alberto Miguel, Chambinho, Elis Angelotte, Géio Arantes, Guilherme Abdalla, Neiva Ribeiro, entre outros. A banda Apocalipse se estabeleceu graças à sua competência, talento, seriedade e dedicação que lhe causou o fruto da admiração e respeito dos seus amigos músicos.
A banda conta com cantores de alto nível, com um super time de bailarinos, músicos, além de uma Equipe técnica de muita competência. O sucesso da banda é devido ao excelente trabalho de todas estas pessoas.
A Banda Apocalipse segue com uma estrutura absolutamente profissional, em condição ímpar de comparação no mercado. Prezam por um trabalho de respeito à música como um todo, cultuando os verdadeiros sucessos de todos os tempos.
Palavras de Marquinho Santos: "Usamos o nosso conceito para levar cultura ao nosso público. E creiam: somos exatamente como diz o filme famoso dos anos 60: 'O Último dos Moicanos'. Fazemos um trabalho totalmente artesanal. E com muito amor".
O resultado não poderia ser diferente: 35 anos de muita qualidade e sucesso.
Em 2007 , vimos uma mudança de mercado acontecer com o inicio do desaparecimento dos clubes sociais, com o fim de suas atividades, motivo de concorrência desenfreada com grandes festas de peão, gratuitas, festas particulares de DJs.
Em nós , mais uma vez, nos adaptando a estrada , mudamos nosso objetivo para casamentos, festas de empresas, continuando a fazer bailes de formaturas, bailes do hawai em clubes (nos poucos clubes que ainda fazem um ou dois eventos por ano)
Em 2008 , o reconhecimento publico com o premio “TOP OF MIND”. Um premio maravilhoso que nos encheu de jubilo e satisfação. Prova que nosso trabalho perpetua e tem o reconhecimento publico.
Em 2009 , frente a crise internacional , nosso campo de trabalho , como todos , foi afetado e muito. Mas toda crise que vem , vai. Temos que ser otimistas.
Em 2010 , novamente vencedor da nova versão do “TOP OF MIND”. Só Deus pode saber como isso é bom, algo que vem do publico que por 39 anos nos dedicamos.
Em 2011, a BANDA APOCALIPSE completa 40 anos, no dia 09 de abril. Temos a intenção de comemorar isso com um grande show , em praça publica, gratuito ao publico, pois esse é o verdadeiro objetivo do Apocalipse.
Estar com o publico, trabalhar para o publico, ser feliz com o publico.